uma leitura que choca sem ser chocante. uma escrita torturada ou o simplificar de uma mente obscura que é ao mesmo tempo brilhante. como poucas. ele já o tinha demonstrado nas letras das suas músicas e tem agora todo o tempo do mundo para demonstrá-lo nos seus livros. é escuro, é obscuro e tem tudo aquilo que ninguém ousa dizer, escrever ou sequer lembrar-se de pensar. alucinante, pérfido, depravado. e porque não? porque não explorar os mais vergonhosos limites do ser humano, ou daquilo que se deve ou não pensar e fazer, como se nada fosse senão o mais normal do mundo? pelo menos para as 176 páginas de bunny munro. Bunny manoeuvres the Punto through the weekend trafficand emerges onto the seafront, and with a near swoon Bunny sees it – the delirious burlesque of summertime unfolding before him. Groups of scissor-legged school-things with their pierced midriffs, logoed jogging girls, happy, rumpy dog-walkers,couples actually copulating on the summer lawns, beachedpussy prostrat...