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Rosário

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Rosário   O Pátio do Rosário é um pequeno núcleo habitacional, onde as casas de cores coloridas foram dispostas em redor de um espaço central, possibilitando aos seus habitantes a sua utilização e o convívio social. Pelas suas características, tudo nos leva a crer que este pátio esteja na origem do núcleo urbano do Rosário e muito provavelmente, terá funcionado como centro residencial com as suas dependências, da antiga quinta agrícola de Martim Afonso. Esta quinta, economicamente vocacionada para a cultura da vinha e consequentemente para a produção de vinho, tinha o registo de dez moradores, no ano de 1532. Por esta mesma data, era seu proprietário, Cosmo Bernardes de Macedo, fidalgo da Casa Real e fundador da capela manuelina, o que nos leva a supor ter construído também aqui a sua residência, condigna ao seu estatuto.     Capela do Rosário A capela do Rosário foi mandada construir em 1532, por Cosmo Bernardes de Macedo, proprietário da Quinta de Martim A...

Moita

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    História As origens da ocupação humana no Concelho da Moita remontam aos inícios do Neolítico e correspondem a uma ocupação de carácter habitacional com cerca de seis mil anos, como atestam os achados arqueológicos da jazida do Gaio. Contudo, não se conhece uma continuidade da ocupação do espaço, na medida em que só a partir de meados do século XIII podemos apontar a existência de um núcleo humano em Alhos Vedros , como certifica o mais antigo documento que se conhece referente a esta localidade, que confirma a existência desse lugar com um capelão chamado Fernão Rodrigues, datado de 30 de Janeiro de 1298. O povoamento da faixa ribeirinha, na qual se integra o território do atual concelho da Moita, só terá ocorrido de uma forma mais ou menos contínua com a pacificação de toda esta zona, o que nos faz supor que apenas terá sucedido após a reconquista definitiva de Alcácer do Sal em 1217. Toda esta extensa região (doada por D. Sancho I, no ano de 1186) que se...

o melhor resumo de sempre da história da américa

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a américa e eu

faz hoje precisamente 117 dias desde que cheguei aos EUA.  117 dias a tentar entender como é que conseguem beber este café aguado e a escaldar. a toda a hora. a tentar não parecer aterrorizada sempre que um empregado me saúda como se fosse a sua maior amiga de infância. a tentar entender porque é que 5 em 10 carros que passam são pickups vermelhas. a adorar os camiões supersize. fascinada com os néons azuis a dizer OPEN, totalmente alheios ao facto de o local estar aberto ou não. a perguntar-me quando terá sido a última vez que as pessoas que almoçam à minha volta comeram num prato, e não numa caixa de plástico. obcecada com a ideia de que vivo rodeada de autómatas cuja energia depende do aparelho electrónico que ansiosamente -e em qualquer circunstância- seguram na mão. iphone ipad ipod icenas. a perguntar-me onde estará a comida americana. a perguntar-me onde estarão os americanos.  também penso nos primeiros dias, e sei que esta dúvida esteve sempre presente. ...

Boris Vian (1920-1959)

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boris vian. francês. poeta, escritor, músico de jazz, cantor, jornalista, engenheiro e inventor. e mais tudo aquilo que lhe apetecesse, se não tivesse morrido aos 39 anos. Por três vezes desisti de ler uma das suas obras "O Outono em Pequim", que nem tem nada a ver com o Outono nem é em Pequim, e por três vezes não me saiu da cabeça. E voltava ao livro como se de um íman se tratasse. Não o entendia mas também não o conseguia abandonar. Até que entrei numa espécie de transe, um transe despreocupado e livre, que julgo ser necessário para entrar em toda a sua não-história. E nunca mais o esqueci. Nesta não-história há um deserto, há um hotel, há a construção de uma linha de caminho de ferro que nem vai a lado nenhum nem tem pretensões de levar ninguém. Há uma série de personagens que por um qualquer acontecimento absurdo são levados a este deserto onde nada é normal e ninguém se comporta como o esperado, apesar da naturalidade com que se relatam todos os factos. ...

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sentia como que um zumbido constante. uma frequência mal sintonizada em forma de voz ao longe que me dizia aquilo que tinha de fazer, a decisão certa. nunca fui capaz de entender o que me dizia.

Mikhail Bulgakov (1891-1940)

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Pela primeira vez, as palavras pronunciadas pela criatura não tiveram origem no meio ambiente, surgindo antes em reacção. (...) Quando o professor lhe ordenou: "Não deites os restos de comida para o chão!", ele respondeu de repente: "Deixa-me em paz, lêndea."  Coração de cão.  1925 Mikhail Afanásyevich Bulgákov. russo e médico voluntário da cruz vermelha, durante a primeira grande guerra e depois durante a guerra civil russa, foi depois jornalista e por fim escritor e dramaturgo.  cedo começa a sofrer acusações de comportamento anti-soviético até ao ponto em que a sua carreira é destruída e os seus trabalhos censurados. autor de Coração de Cão (1925) e O Mestre e Margarita (1920-1940) -entre outros que não li- revela-se um verdadeiro mestre na arte da sátira e do grotesco, especialmente nas áreas da ciência e da política. e todas as outras que envolvam pessoas, basicamente. termina a sua obra mais aclamada O Mestre e Margarita já cego e com o aux...