Rosário






Rosário
 
O Pátio do Rosário é um pequeno núcleo habitacional, onde as casas de cores coloridas foram dispostas em redor de um espaço central, possibilitando aos seus habitantes a sua utilização e o convívio social. Pelas suas características, tudo nos leva a crer que este pátio esteja na origem do núcleo urbano do Rosário e muito provavelmente, terá funcionado como centro residencial com as suas dependências, da antiga quinta agrícola de Martim Afonso. Esta quinta, economicamente vocacionada para a cultura da vinha e consequentemente para a produção de vinho, tinha o registo de dez moradores, no ano de 1532. Por esta mesma data, era seu proprietário, Cosmo Bernardes de Macedo, fidalgo da Casa Real e fundador da capela manuelina, o que nos leva a supor ter construído também aqui a sua residência, condigna ao seu estatuto.
 
 
Capela do Rosário

A capela do Rosário foi mandada construir em 1532, por Cosmo Bernardes de Macedo, proprietário da Quinta de Martim Afonso e fidalgo da Casa Real. Temos esta indicação em duas inscrições epigráficas, estando a primeira colocada sobre a porta que dá entrada à sacristia e a segunda, gravada no degrau de acesso à capela-mor que nos diz o seguinte: «Esta capela e sepultura he de Cosmo Bernaldes de macedo e de sua molher Isabel Serram».

Inicialmente esta capela foi dedicada a S. João Evangelista, mas devido aos milagres da Senhora que se começaram a verificar, desde a época da sua fundação, cuja imagem estava também no altar, o Santo Evangelista foi esquecido e o nome de Nossa Senhora tomou preponderância em relação àquele (Santuário Mariano).

Em 1758, segundo as Informações Paroquiais, era seu administrador o filho de Pedro de Sousa Castelo Branco que tinha a obrigação de dar duas missas rezadas em cada semana, e uma em cada ano, no oitavário dos Santos, ofertada com cinco alqueires de trigo e cinco potes de vinho.

Em 1966, o imóvel sofreu obras de recuperação que alteraram a espacialidade interior do monumento, sendo demolidos o coro e o púlpito.

A capela apresenta uma planta simples, orientada para Nascente, tendo na fachada principal o óculo e um portal gótico de arco trilobado, com elementos ornamentais característicos da arte manuelina. Aqui destacamos os colunelos de fustes lisos, com os capitéis decorados com flores, os entrançados e as cabaças nas bases.

No interior, destacamos a pia batismal de forma oitavada e a pia de água benta, decorada com motivos vegetalistas, flores e bolotas em relevo. As paredes laterais da capela-mor encontram-se revestidas por dois painéis de azulejos azuis e brancos do século XVIII, rodeados por uma cercadura com um remate de dois anjos. Os azulejos exibem cenas da Senhora com o Menino ao colo. O corpo da capela é separado do santuário por um belo arco cruzeiro ou triunfal, em asa de cesto, talhado em meia cana côncava, onde estão esculpidas quatro flores em relevo de folhagens sobrepostas. O teto é em madeira, tipo caixotão, decorado com motivos muito simples, molduras retangulares, sendo visível no caixotão junto ao arco triunfal, as armas portuguesas, o escudo e a coroa real.

A capela do Rosário encontra-se classificada como Monumento de Interesse Público.

Carta do Património do Concelho da Moita, 2018, pp.338-339.

https://www.cm-moita.pt/conhecer/patrimonio


Gaz Cidla
 
A Cidla - Combustivéis Industriais e Domesticos Lda - foi uma empresa criada pela “Sacor” em 1939, flcando com 51% do capital social. Destinada à comercialização e distribuição de gás, esteve sozinha no mercado até 1960. A Cidla foi nacionalizada em 1975, juntamente com a Sacor, Sonap e Petrosul, e todas integradas na Petrogal (Galp). 

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